segunda-feira, 10 de novembro de 2008

lésbicas de Santiago receberão indenização por discriminação em clube


Na sexta-feira, 7, a 9ª Câmara Cível do TJRS determinou que um clube de Santiago, Rio Gande do Sul, deverá pagar indenização no valor de 4 mil reais por discriminar um casal de lésbicas.

Durante o discurso da decisão final, o juiz afirmou que "um beijo demorado, e de língua, ainda que trocado por um casal homossexual, não pode ser tido por uma conduta inaceitável, ainda mais no local em que se deu, um salão de bailes com diversos casais".

Em junho de 2003, durante um baile de Sete de Setembro, Juliana Maier e sua parceira foram levadas à sala do diretor do clube, Paulo César Monteiro, onde sofreram ameaças por estarem se beijando. Na ocasião, Monteiro afirmou que, caso não parassem com a troca de carinhos, seriam expulsas da festa.

Fonte: Mix Brasil

Gay assumirá uma cadeira na Câmara de Vereadores de Florianópolis


O jovem Tiago Silva, 25 anos (PPS) atual coordenador do projeto Aliadas em Santa Catarina deverá assumir uma cadeira na Câmara de Vereadores de Florianópolis na próxima legislatura.

Segundo Igo Martini, do Grupo Dignidade e coordenador do projeto Aliadas, Tiago ficou como 1º suplente do PPS. E o vereador mais votado de Florianópolis foi convidado a assumir uma secretaria pelo prefeito reeleito Dário Berger.

Tiago Silva também foi um dos idealizadores da Parada da Diversidade de Floripa que neste ano teve a sua 3ª edição, e sua experiência política também inclui sua participação na Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal e a organização de outros eventos como o Carnaval e o Concurso Pop Gay.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Um pra frente, dois para trás


Alexandre Böer*

Um pra frente, dois pra trás. Não estamos falando de ritmo de tango, mas sim dos passos dramáticos e desesperadores que nos levam sempre ao mesmo lugar quando falamos sobre os avanços dos Direitos Humanos de gays e lésbicas em nosso país.

A mais recente batalha perdida aconteceu no último dia 20 de agosto, quando foi aprovado na Câmara Federal a nova Lei de Adoção de crianças e adolescentes, que estabelece novas regras para a adoção, com objetivo de estimular mais processos no país.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) havia feito uma emenda ao projeto original, de autoria do Deputado João Matos (PMDB-SC) prevendo a garantia da possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo. Infelizmente, a própria autora da emenda, que também era relatora do projeto, foi obrigada a retirar sua proposta para que o projeto fosse aprovado.

É evidente que a lei aprovada tem méritos, desburocratiza os processos adotivos e pode melhorar – e muito – a situação de crianças que aguardam ansiosos por um verdadeiro lar, entretanto continua a negar às crianças que já vivem em famílias homoafetivas o direito à paternidade ou à maternidade.

Isso não é filosofia do Direito, é uma realidade cotidiana. O SOMOS – Comunicação, Saúde e Sexualidade, que é uma ONG que atua na defesa do direito de homossexuais, já ganhou inúmeras ações na Justiça reconhecendo as uniões e estendendo a adoção para o companheiro gay, ou para a companheira lésbica. Já conseguiu, por exemplo, que uma menino fosse adotada pela companheira de sua mãe, sem que esta também deixasse de ser reconhecida como mãe, ficando a criança com duas mães na certidão de nascimento, seus sobrenomes e a certeza de que teria um futuro garantido em caso de morte de uma delas. Mas o texto da nova Lei não contempla essa possibilidade jurídica.

A retirada da proposta de adoção por casais do mesmo sexo foi defendida por representantes das bancadas Evangélica e Católica numa evidente demonstração de força. As bancadas se uniram e pressionaram a base do Governo para mudar o texto. Ou retiravam a proposta ou o projeto seria rejeitado.

O deputado federal Miguel Martini (PHS-MG) foi um dos líderes partidários que mais defendeu a retirada do artigo. 'Não podemos aceitar a adoção por casais do mesmo sexo, pois a união civil de homossexuais não é reconhecida. A Casa nunca deliberou e espero que nunca venha a deliberar sobre o casamento homossexual', declarou o deputado Miguel Martini.

É sobre isso que talvez tenhamos que nos debruçar. Num Estado que deveria ser laico, o Poder Legislativo é orquestrado por forças religiosas e éticas próprias que ferem os princípios de igualdade e rejeitam a Constituição Federal. Também é evidente que o que mais incomoda é ampliar o conceito de família.

Enquanto isso não evolui sobra apenas o Poder Judiciário para garantir os direitos. O Projeto não obstará que prossigamos no já aberto caminho jurisprudencial de deferimentos de adoções a pares homoafetivos - seja por extensão do vínculo de paternidade/maternidade, no curso da ação, ao(à) outro(a) companheiro(a) por um já haver deflagrado primeiro o processo; seja por ambos terem ingressado em conjunto ou terem se submetido, juntos(as), à devida habilitação.

Quanto à discussão da adoção por homossexual solteiro, isso é, de há muito, ponto ultrapassado. Não há dúvida de que, independente de orientação sexual, qualquer pessoa pode adotar. Então, seguimos bailando e, neste caso, o passo pra frente é sinônimo de Justiça!

* Jornalista, diretor para Região Sul da ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais e voluntário do Grupo SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ONU pede que China não proíba entrada de soropositivos


O diretor-executivo do programa das Nações Unidas de combate às DST/Aids (Ounusida), Peter Piot, pediu nesta quarta-feira, 17, ao governo chinês para que não impeça mais a entrada de soropositivos no país.

Em conferência realizada na Universidade de Tsinghua, ele declarou que “as restrições nas viagens (para soropositivos) devem ser abolidas, como fizeram os Estados Unidos em julho”.

Piot, que deixa em breve o cargo, parabenizou ainda as autoridades chinesas pela suspensão temporária dessa proibição durante as Olimpíadas e Paraolimpíadas. Ele disse que tem a esperança de que essa suspensão temporária se transforme em permanente.

Fonte: Mix Brasil

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

França perdirá à ONU pela descriminalização universal da homossexualidade


A ministra francesa dos Direitos Humanos e assuntos externos, Rama Yade (foto), confirmou que mandará um comunicado às Nações Unidas pedindo o fim da homofobia em todo o mundo.

Rama Yade disse também que a União Européia (UE) quer assumir a liderança no combate a violência contra às mulheres.

Como exerce a Presidência rotativa da UE, a França vai falar por todos os Estados, membros da União Européia, na Assembléia Geral das Nações Unidas até o final de 2008.

O Governo britânico já defende descriminalização universal. No entanto, mais de 80 países proíbem as relações entre gays e, em nove países, a homossexualidade é motivo para pena de morte.

Fonte: A CAPA
Foto de Rama Yade (Le Figaro)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Seminário discute violência contra meninas adolescentes




O seminário "Violência intrafamiliar contra meninas adolescentes" com enfoque nos caminhos para prevenção, coibição e tratamento será realizado nos dias 12 e 13 de setembro no Colégio São José, na cidade de São Leopoldo.


Este evento é gratuito e o livro terá lançamento e distribuição gratuita direcionado, priooritariamente às instituições que trabalham com o tema.


O livro traz contribuições do Direito, da Antropologia, da Psicologia e da Medicina e
é fruto da pesquisa Violência Sexual Intrafamiliar Praticada contra meninas adolescentes: A eficácia do tratamento dispensado pelo Poder Judiciário ao agressor**, que foi desenvolvida pela ADIBIS e que contou com o apoio de diversos profissionais.

A pesquisa procurou tratar do fenômeno da violência sexual intrafamiliar contra meninas adolescentes a partir da análise da construção social dos gêneros, sobretudo do masculino, apostando que este enfoque contribuiria, não apenas para o estudo da questão da violência sexual intrafamiliar contra meninas adolescentes, mas também para o enfrentamento desse tema pelo sistema jurídico e, notadamente, pelo Poder Judiciário. O principal objetivo deste projeto era estudar a percepção dos papéis sociais de gênero pelo Poder Judiciário nos casos de violência sexual intrafamiliar contra as meninas adolescentes, identificando em que medida a intervenção multiprofisional realizada apenas com a adolescente agredida e algum(ns) membro(s) de sua família é eficaz como única medida de enfrentamento para romper o ciclo de abuso sexual.

Além disso, a pesquisa procurava também, analisar o tratamento dispensado ao agressor (responsabilização) na Vara da Infância e Juventude no município de São Leopoldo/RS e na Vara Especializada no atendimento aos casos de violência contra crianças e adolescentes do Município de Porto Alegre (Fórum Central), verificando a viabilidade da implementação de uma intervenção multiprofissional, como medida complementar indispensável à proteção dos direitos das adolescentes vítimas de violência sexual intrafamiliar.

A intenção da pesquisa consistia em, após a análise detalhada de casos, verificar o reconhecimento e a efetivação da proteção dos direitos humanos das mulheres na Constituição, na doutrina jurídica, na jurisprudência, bem como nos instrumentos internacionais garantidos em nosso país.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sociedade civil e Governo discutem as responsabilidades na prevenção


No próximo dia 26 de agosto, às 14h30min, será realizada na sala 303 da Câmara de Vereadores de Porto Alegre uma reunião da Comissão de Saúde e Meio Ambiente para discutir a utilização dos recursos públicos federal, estual e municipal para as ações de prevenção e assistência às pessoas que vivem com aids no Rio Grande do Sul.
Esta reunião foi solicitada pelo grupo SOMOS em decorrência das dificuldades encontradas pela populção do Estado do Rio Grande do Sul em acessar os insumos de prevenção como camisinha e de medicamentos básicos na rede pública de saúde.
Serão convidados os representantes das três esferas de governo, além do Ministérios Público Federal, Estadual e as entidades da capital que compõem o Fórum ONG/Aids do Rio Grande do Sul.